Com apoio da maioria da bancada de Mato Grosso, Temer se livra de processo no STF

O presidente Michel Temer obteve 263 votos, esta noite, para arquivar o pedido autorizando o STF para investigá-lo que poderia representar seu afastamento da presidência por 180 dias. 7 destes votos, conforme Só Notícias já informou, foram dados por deputados mato-grossenses, aliados de Temer: Nilson Leitão (PSDB), Carlos Bezerra (PMDB), Fabio Garcia (PSB), Adilton Sachetti (PSB), Victorio Galli (PSC), Ezequiel Fonseca (PP) todos da base aliada governista, além do suplente Rogerio Silva (que está no lugar de Valtenir Pereira)

Foram 227 votos para a denúncia ser aceita. O único mato-grossense que votou para acatá-la foi Saguas Moraes (PT).

A votação foir por bancada, Estado por Estado. Quando os mato-grossenses votaram o placar estava favorável ao presidente Temer mas ainda indefinido. Havia mais de 100 votos favoráveis e cerca de 70 votos para derrubar o relatório e o STF fazer a investigação.

A sessão começou pontualmente às 9h. A oposição apresentou cinco requerimentos pedindo o adiamento da votação, mas todos foram rejeitados. Cinco deputados da oposição chegaram a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança pedindo que a Corte garantisse, por meio de uma liminar com efeito imediato, a manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no plenário da Câmara. O pedido foi indeferido pela ministra Rosa Weber, do STF. Durante a sessão, o relator do parecer Abi-Ackel e o advogado de Temer, Antônio Maris, falaram e defenderam o arquivamento da denúncia, informa a Agência Brasil.

Depois, deputados contra e a favor do parecer se revezaram no microfone para apresentar seus posicionamentos. A base governista reuniu quórum necessário e os debates foram retomados, com os partidos encaminhando a votação das bancadas, quando orientam os deputados como devem votar. Após o encaminhamento, Maia iniciou a votação nominal: cada deputado era chamado ao microfone para proferir seu voto. A votação foi marcada por troca de ofensas entre governistas e oposicionistas e até momentos de tumulto.

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara dos Deputados, no dia 29 de junho e Temer é acusado de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e ter recebido, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato. Ainda de acordo com a Agência Brasil, ao longo da tramitação na Câmara, o processo mobilizou a liderança da base governista em torno da busca de apoio ao presidente. Partidos da oposição também adotaram diferentes estratégias nos últimos meses na tentativa de garantir a autorização para abertura da investigação. Os oposicionistas criticaram a troca de membros na CCJ e a liberação das emendas parlamentares antes da votação na comissão e no plenário, enquanto os governistas argumentavam que a denúncia contra Temer precisava de provas concretas e que a investigação do presidente poderia causar mais instabilidade ao país.


Fonte da notícia: Só Notícias

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