Ruim para os dois lados: acabar com troca de técnicos no Brasileiro por decreto é um lixo autoritário.
No futebol brasileiro, é comum os cartolas terem ideias estúpidas. Mas a decisão de acabar "por decreto" com a troca de treinadores no Brasileiro tomada nesta quarta-feira passa de todos os limites.
Em decisão apertada (11 clubes votaram a favor e 9 contra), o colegiado da primeira divisão estipulou que os clubes só poderão trocar de treinador uma única vez. E que os técnicos também não poderão ter mais do que dois clubes.
Um grande lixo autoritário.
Tanto clubes quanto treinadores têm o direito absoluto de decidirem o que fazer de suas vidas e carreiras.
Imagine uma empresa privada que não possa trocar um presidente que não deu certo. Ou um trabalhado qualquer que receba uma proposta irrecusável de outro empregador não possa aceitá-la por que seis meses antes já havia trocado de trabalho.
Em um futebol em que torcidas organizadas, muitas vezes com vista grossa dos clubes, se acham no direito de ameaçar jogadores e treinadores em CTs, manter um treinador no emprego por decreto é até perigoso.
Pense em um técnico de um clube que caminha a passos largos para o rebaixamento com um trabalho medíocre. Se ele continuar no cargo apenas por que seu clube não pode mandá-lo embora, como enfrentar a fúria de torcedores bandidos?
É evidente que o futebol brasileiro paga um preço pelos clubes trocarem de treinador como trocam de camisa.
Quem mantém o técnico geralmente tem mais chance de ser campeão (apesar dos exemplos recentes de Palmeiras de Abel Ferreira e o Flamengo de Rogério Ceni). E o futebol será melhor jogador com longos trabalhos.
Mas isso deve ser acontecer por filosofia. Não por um decreto que é um puro lixo autoritário.
Fonte:ESPA

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