Integrantes de facção são presos por esconder drogas em jatos de luxo

 



Dois integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram identificados pela Polícia Federal, acusados de tráfico internacional. Marcelo Mendonça de Lemos e Marcos Paulo Barbosa Lopes, eram responsáveis por esconder cocaína nos jatos de luxo que eram enviados para a Europa. Eles ainda faziam parte do “primeiro escalão” da organização criminosa.


Na operação, Marcos Paulo, o ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Nilton Borgato, o lobista Rowles Magalhães, a doleira e ex-Lava Jato Nelma Kodama, e mais 12 tiveram os mandados de prisão cumpridos. As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador. Já Marcelo Mendonça segue foragido da Justiça.


De acordo com o documento assinado pelos procuradores da República Auristela Oliveira Reis, Roberto D’Oliveira Vieira, Robert Rigobert Lucht e Carlos Vítor de Oliveira Pires, Marcelo Mendonça e Marcos Paulo tinham a função de fornecer a cocaína e ainda auxiliar no armazenamento dela dentro da fuselagem das aeronaves.


Ao lado dos dois faccionados, o lobista Rowles, a doleira da Lava Jato Nelma Kodama, o ex-secretário de Estado Nilton Borgato, Ricardo Agostinho, Marcelo Lucena da Silva e Fernando de Souza Honorato, segundo o MPF, integram o primeiro escalão da organização.


As investigações apontaram que ao menos cinco remessas da droga foram encaminhadas para Portugal. O caso passou a ser investigado a partir da apreensão de 578,44 kg de massa líquida de cocaína, no interior da aeronave de prefixo CS-DTP, marca Falcon, modelo 900B (Dassault Falcon 900B), no Aeroporto de Salvador, em 9 de fevereiro de 2021.




Todos os bens foram confiscados e o valor de R$139 milhões será entregue à União.

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